segunda-feira, 14 de outubro de 2019

Segurança pública: Santa Catarina passa a emitir nova cédula de identidade

O novo modelo de cédula de identidade começa a ser emitido a partir da próxima segunda-feira ( quatorze de outubro de dois mil e dezenove ), em Santa Catarina ( SC ), segundo o Instituto Geral de Perícias ( IGP ). O documento vai atender aos parâmetros previstos no Decreto Federal número nove mil duzentos e setenta e oito de dois mil e dezoito, assinado pelo então presidente, Michel Temer, que determina um padrão nacional para o registro geral ( RG ). Mesmo com o novo modelo, o antigo continua válido.

Para aumentar a segurança, o novo documento conta com um QR Code que serve para garantir a autenticidade. O RG terá um novo layout e permitirá inserir o nome social, as deficiências, o tipo sanguíneo e numerações de outros documentos.

Será necessário apresentar os documentos originais e oficiais, resultado de exame laboratorial ou atestado médico com todos os dados do requerente e com o número do Código Internacional de Doenças ( CID ), comprovando a deficiência e a permanência da doença descrita para acrescentar todas as novas informações.
Em todo o país, nove estados emitem o documento com base na nova regulamentação: Rio Grande do Sul ( RS ), Paraná ( PR ), Goiás ( GO ), Mato Grosso (MT ), Acre ( AC ), Maranhão ( MA ), Ceará ( CE ), Rio de Janeiro ( RJ ), São Paulo ( SP ) e o Distrito Federal ( DF ).

O que muda

- Pode acrescentar novos dados: Carteira Nacional de Habilitação ( CNH ), Programa de Integração Social / Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (PIS / PASEP, Cadastro de Pessoa Física ( CPF ), Título de Eleitor ( TE ), Carteira de Reservista ( CR ), Identidades Profissionais ( IP ) ( Conselho Regional de Administração -CRA, Ordem dos Advogados do Brasil - OAB ), Carteira de Trabalho e Previdência Social ( CTPS );
- Possibilidade de inclusão do tipo sanguíneo e fator RH;

- Possibilidade de inclusão de deficiências ( símbolos que constará no RG ), como surdez, física, psicológica e cegueira;
- Possibilidade de inclusão / exclusão do nome social. Necessário o preenchimento de requerimento junto ao IGP;

- Inclusão de QR CODE para identificação e segurança digital;
- Inclusão da informação “maior de sessenta anos”

O que não muda

Exigências legais para confecção do documento:

- Para brasileiros: original ou cópia autenticada da certidão de nascimento ou certidão de casamento com as devidas averbações (caso a pessoa for casada). Aceita-se também certidões com selo digital sob consulta;

- A taxa continua no valor de trinta e sete reais e cinquenta e cinco centavos para segundas vias e gratuidade para primeira via no estado;

- Atendimento continua sendo por agendamento prévio pelo site do IGP / SC.

Com informações do jornal Diário Catarinense.

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sexta-feira, 11 de outubro de 2019

Administração financeira: fundações bancando a sobrevivência de escolas profissionalizantes

O melhor investimento disponível no mercado, de longe, são as escolas profissionalizantes. seja uma escola de engenharia ou de medicina, de direito ou de biblioteconomia, de negócios ou de arquitetura, quando uma pessoa obtém graduação em uma delas, aumenta sua capacidade remunerativa vitalícia por um múltiplo substancial sobre o investimento realizado, isto é, o custo de sua educação.

Nem todas as escolas profissionalizantes produzem o mesmo retorno econômico, é claro. Contudo, mesmo aquelas com rentabilidade mais baixa ( provavelmente as escolas de educação, serviço social e biblioteconomia ) oferecem a seus alunos potencial para ter uma remuneração bem acima da média nos Estados Unidos da América ( EUA ). No entanto, financiar a educação profissional irá se tornar cada dia mais difícil, seja a escola subsidiada por impostos ou privada.

Os custos vêm aumentando muito mais rapidamente nas escolas profissionalizantes do que em universidades comuns. No entanto, o custo de boas escolas profissionalizantes ainda vai aumentar muito. Afinal, é nestas escolas - e não apenas em escolas de engenharia ou escolas de negócio - que os salários dos corpo docente estão se tornando tão pouco competitivos que já está ocorrendo uma séria evasão de cérebros. E, com o dinheiro para a alta educação se tornando cada vez mais escasso, os patrocinadores, sejam eles órgãos públicos ou privados, certamente diminuirão seu apoio a estas instituições - as escolas para a elite para os mais afluentes - , a fim de se concentrar no apoio à educação para as massas, em universidades comuns.

John R. Silber, presidente da Boston University, propôs, há muito tempo, que fosse preenchida a lacuna entre as riquezas que as universidades geram para seus formandos e sua própria penúria com um programa sob o qual os ex-alunos pagariam ao longo de cinco a dez anos o valor integral de seus estudos.

O problema com esta proposta é que ela poderá deter um número substancial dos candidatos mais capazes; contrair uma grande dívida já no começo da carreira é amedrontador, especialmente para pessoas jovens, de baixas renda.

Um programa de financiamento deste tipo também teria um evidente efeito discriminatório contra um formando que escolhesse dedicar a vida ao serviço público, em vez de ir atrás do dinheiro. Por exemplo, o médico que se dedica a pesquisas ou se torna um missionário no continente africano, em vez de optar por ser um cirurgião plástico, com consultório na Park Avenue; ou o advogado que se torna defensor público, em vez de especialista em aquisições de empresas.

Contudo, se a educação profissional for tratada como um investimento, o problema se torna bem mais simples. Os investimentos são pagos sem levar em conta o valor adicional criado por eles. Para se financiar a educação profissional - e isto é uma simplificação - , é preciso apenas retornar ao investimento uma fração do valor agregado por ele, isto é, do aumento da capacidade remunerativa vitalícia do formando.

Isto não seria um peso para a pessoa que escolhe se tornar um missionário médico; sua dívida seria zero. e nem seria um peso para o colega que ganha muito dinheiro como cirurgião plástico; ele teria como pagar. Uma proporção relativamente pequena do valor agregado por meio da educação profissional - no máximo, cinco por cento dos rendimentos do formando sobre a  receita mediana - deverá ser adequada para dar suporte à escola profissional e permitir que seja financeiramente independente. Desta forma, seria até mesmo possível apoiar uma faculdade - a maior parte das escolas vinculadas às universidades dos EUA está em péssima situação financeira. As universidades são, por assim dizer, a forne da pesquisa e desenvolvimento para as escolas profissionalizantes. Seria uma miopia gerencial cortar estes recursos, uma vez que eles podem gerar receitas com a venda de seus produtos.

No entanto, é exatamente isto que muitas universidades estão fazendo quando cortam o orçamento de suas escolas de graduação ao mínimo para treinar seus PhDs a assumir empregos de professor que não existem nas faculdades. Os principais produtos estas escolas de graduação são conhecimento e visão - e isto precisa ser apoiado de forma adequada com um grande número de estudantes de doutorado ou apenas alguns.

Se forem financiadas as escolas profissionalizantes por meio da avaliação do valor agregado da capacidade remunerativa vitalícia de seus formandos e então forem colocados, por exemplo, um décimo das receitas destas instituições em escolas de graduação, seria possível ter uma base financeira sólida para pesquisa e bolsas de estudo em todas as áreas, exceto as mais caras. Seria possível conseguir um grau de independência financeira que asseguraria que as bolsas de estudo para pesquisadores, sejam do governo ou da inciativa privada, iriam se tornar a cereja do bolo, e não o bolo propriamente dito.

Mas como seria possível organizar isto? Um modo - o mais fácil e perigoso - seria arrecadar através do sistema tributário.

Suponha-se que os formandos de escolas profissionalizantes obtivessem um número de registro distinto da Seguridade Social. Então, seriam necessárias apenas umas poucas linhas na declaração anual de imposto sobre a renda de qualquer natureza ( IR ) em que os contribuintes deduziriam uma quantia igual à mediana da receita familiar dedutível, calculariam cinco por cento da diferença e somariam o resultado ao imposto que deduziriam. Isto não seria mais difícil do que calcular o imposto de Seguridade Social dos autônomos, que já faz parte do formulário número mil e quarenta ( utilizado nos EUA ). Nenhuma mudança nas leis de tributação para fins caritativos - legalmente, isto é um pagamento de um compromisso de fins caritativos.

Peter F. Drucker dizia preferir, contudo, um mecanismo separado e não governamental, no qual seria possível chamar de corporação de crédito acadêmico ( CCA ). Seria, em tese, uma cooperativa para onde as universidades canalizariam suas demandas.

Uma das principais vantagens deste sistema seria que as demandas logo - talvez em cinco anos e, certamente, dentro de dez anos - se tornariam instrumentos financeiros, que poderiam ser negociados no mercado ou usados como papéis financiáveis, gerando, assim, um fluxo de caixa prematuro para as escolas profissionalizantes, com base em expectativas atuariais e na experiência de cobrança de penhor. Mais importante ainda e desejável, uma cooperativa deste tipo de manteria as escolas e seus recursos longe do governo.

Não consigo imaginar uma contribuição maior que as principais fundações dos EUA poderiam fazer hoje do que emular o que a Fundação Carnegie fez há cem anos, quando subscreveu a Teachers Insurance and Annuity Association ( assegurando assim, na opinião de Drucker, a sobrevivência da educação superior nos EUA ) e a Academic Credit Corporation ( ACC ).

E que dizer da possibilidade de que a exigência de um compromisso de retornar cinco por cento do valor agregado, especialmente se irrevogável e rigorosamente cobrado, inibiria os candidatos?

Certamente, se uma escola profissionalizante de pouca projeção fosse pioneira desta ideia, talvez perdesse possíveis candidatos, mas uma escola de prestígio - a Escola de Medicina da Harvard University, por exemplo, ou a Wharton School, da Universidade da Pensylvania - somente teria a ganhar. Isto porque há fortes indicativos de que um bom número de candidatos aptos já é inibido, hoje, pelo alto e crescente custo das escolas profissionalizantes. Se lhes fosse possível adiar o pagamento até que pudessem honrar os custos, isto é, até que tivessem a receita que a educação profissionalizante torna possível, eles poderiam e iriam se candidatar.

A não ser que as escolas profissionalizantes encontrem um meio de ser remuneradas quando seus formandos tiverem capacidade de desembolsar o valor agregado pela formação profissionalizante, logo irão descobrir que cobram um preço para a educação além do que um jovem pode pagar ( a não ser que seja filho de família rica ) e, ainda assim, não terão receita suficiente para manter o corpo docente, bibliotecas, laboratórios de pesquisa e outros equipamentos essenciais à atividade universitária. Outras informações podem ser obtidas no livro As fronteiras da administração, de autoria de Peter F. Drucker.

Mais em:

https://administradores.com.br/artigos/administra%C3%A7%C3%A3o-financeira-funda%C3%A7%C3%B5es-bancando-a-sobreviv%C3%AAncia-de-escolas-profissionalizantes .

quinta-feira, 10 de outubro de 2019

Previdência social: envelhecer no cargo com oportunidades de promoção

As empresas, especialmente as grandes, em sua maioria, ainda partem do pressuposto de que sessenta e cinco anos é a idade normal para a aposentadoria de gerentes e executivos. Contudo, um número cada vez maior deles, especialmente nas gerências intermediárias e entre aqueles envolvidos com trabalhos especializados, se aposentam prematuramente, alguns bem cedo, com a idade de cinquenta e dois anos. Um grupo ainda maior e de crescimento mais rápido começa agora exercer seus direitos legais ( que é de todos, exceto de um punhado de executivos em "posições de tomada de decisões", com aposentadorias milionárias ) ao retardar sua aposentadoria até os setenta anos de idade. E a aposentadoria compulsória de empregados federais e da Califórnia, por exemplo, que não são executivos tomadores de decisões nem terão pensões milionárias já não já não é mais permitida em qualquer idade. Portanto, a não ser que a empresa tenha um plano em qualquer idade. Portanto, a não ser que a empresa tenha um plano de aposentadoria para executivos que estão ficando velhos, ela acabará descobrindo que as pessoas que mais gostaria de manter são aquelas que estão se aposentando, enquanto aquelas das quais ela gostaria de ser livrar se mantêm na folha de pagamento até a idade de setenta anos e além.

Até aqui, os empregados, em regra, lidam com este problema caso a caso. Eles ainda acreditam que têm liberdade para decidir se desejam que o executivo, quando chega aos cinquenta anos de idade, fique ou saia, ou para facilitar sua saída quando chegam aos sessenta e cinco anos. Mas isto praticamente garante que sejam acusados de discriminação por idade.

"Até hoje, ainda não fomos processados por discriminação de idade por qualquer de nossos gerentes ou profissionais", chegou a dizer a Peter F. Drucker o vice-presidente de recursos humanos de uma grande seguradora. "Mas isto se deve ao fato de que recuamos de imediato quando alguém minimamente sugere que poderá ir à Justiça. Nos últimos cinco anos, isto já aconteceu, pelo menos, umas trina vezes.".

De fato, o planejamento da aposentadoria de executivos deveria ter início quando eles ainda estão entrando na meia-idade. A lei agora define o começo do processo de envelhecimento - pelo menos, para fins de não discriminação - aos quarenta e dois anos de idade. Depois disto, qualquer decisão que afete um indivíduo - novas tarefas, ou a falta delas, aumentos de salários por promoções, ou uma recusa de transferência, mesmo que lateral - pode e será questionada sob o ângulo da discriminação por idade, a não ser que o empregador tenha uma política clara e bem documentada, que assegure o tratamento equânime de todos os empregados com base em seu desempenho e avaliações.

Nestes últimos anos, houve um grande número de aposentadorias prematuras involuntárias, resultante de cortes de pessoal. Mas uma quantidade muito maior foi voluntária - e este total está em crescimento. Uma boa proporção destes casos é constituída por pessoas que efetivamente se aposentam, ou pelo menos planejam fazê-lo, especialmente por problemas de saúde. Mas um grupo muito maior somente "se aposenta" para fazer outra coisa, por exemplo, abrir um negócio próprio de pequeno porte. A Modern Maturity, da Associação Americana de Aposentados,a  terceira maior revista do país, está repleta de histórias de pessoas que estão oficialmente "aposentadas" ou "recebendo pensão", mas que seguem segundas carreiras ou mantêm segundos negócios de forma bem-sucedida. Um bom número destes aposentados que continuam a trabalhar estava somente esperando completar temo de trabalho para ter direito à aposentadoria e que seus filhos ficassem independentes. Mas um grupo bem maior - que alguns especialistas em recursos humanos acreditam ser uma substancial maioria - teria gostado de permanecer na empresa, mas se sentiu desprestigiado e achava que seus talentos não estavam sendo utilizados em todo o seu potencial. Muitos estão certos, e deveriam ter sido incentivados a sair ainda mais cedo. Contudo, muitas pessoas que se aposentam cedo porque acham que ninguém lhes dá atenção ou que ninguém lhes diz isto.

O que se precisa é de uma análise sistemática dos executivos e gerentes de uma empresa quando ainda estão entrando na faixa dos quarenta anos de idade. Quais deles a empresa realmente deseja manter atá a idade de aposentadoria, ou seja, por mais vinte e trinta anos? Quais deles já atingiram - ou estão perto de atingir - o ponto além do qual será improvável que ainda progridam ou continuem a contribuir significativamente? E a questão mais crítica: quais deles são pessoas produtivas, valiosas, mais apenas dentro de uma faixa de especialização relativamente estreita?

Sabe-se o que fazer com as pessoas que atingiram seu potencial antes dos quarenta e cinco anos. elas devem ser ajudadas a encontrar um novo emprego, em uma idade em que ainda podem encontrá-lo facilmente, isto é, antes que se aproximem dos cinquenta anos. Se permanecerem na empresa por mais dez anos, apenas bloquearão o acesso dos mais jovens. O grande desafio é outro grupo, o das pessoas que devem ser incentivadas a permanecer, em vez de pedir aposentadoria. É provável que saiam da empresa, a não ser que algo seja feito para segurá-las. No entanto, são estas precisamente as pessoas para quem sair é mais fácil e tentador. Em geral, seu destino é se empregar em empresas menores, abrir o próprio negócio ou se tornar consultor. Estas são tipicamente as pessoas que desejam continuar naquilo que estão fazendo e no lugar onde estão - mas acreditam que a empresa deixou de se interessar por elas, não precisa delas nem as respeite mais. São estas as pessoas que mais precisam de planejamento de carreira - e antes que comecem a se sentir rejeitadas ou supérfluas, isto é, antes que cheguem perto dos cinquenta anos de idade.

A hora de começar é agora. Em mil novecentos e noventa, o primeiro grupo de baby boomers terá mais de quarenta anos e os jovens executivos de hoje estarão na meia-idade. Então, os empregadores, principalmente as grandes empresas, repentinamente se darão conta de que existe uma "barriga de formação" em seu corpo de executivos. Eles terão grandes números de pessoas ainda em seu corpo de executivos. Eles terão grandes números de pessoas ainda jovens que passaram por anos de rápidas promoções e que, de repente, irão se encontrar imobilizadas em um emprego terminal. Neste momento, a política que identifica quem fica e quem sai deverá estar funcionando a pleno vapor.

Neste momento, também, qualquer empregador deve ter uma política em funcionamento para gerentes e profissionais que já passaram dos sessenta anos de idade. Antes do final dos anos oitenta, as pessoas que começaram sua carreira de executivos e profissionais na primeira metade grande onda de contratações após mil novecentos e vinte e nove, isto é, no começo dos anos cinquenta, atingiram ou ultrapassaram os cem anos ( se ainda vivem ). entretanto, ao contrário de seus predecessores, eles não desaparecerão automaticamente cinco anos mais tarde. As pessoas que tenham mudado para uma segunda carreira aos quarenta e cinco ou cinquenta anos de idade saberão como encontrar ou desenvolver uma terceira, vinte anos mais tarde. Mas sair e começar de novo aos sessenta e três anos ou sessenta e cinco anos, sem nunca ter feito isto antes, é difícil e desencorajador.

A regra básica, que deve ser claramente estabelecida e firmemente seguida, é de que as pessoas com mais de sessenta anos deverão ser gradualmente removidas de posições gerenciais. É uma regra sensata para qualquer um, não apenas para o executivo, que uma pessoa não deva tomar decisões se não houver a perspectiva de que esteja na empresa quando esta decisão criar problemas dali a alguns anos - como acontece com a maioria delas. O executivo mais idoso deve ser transferido para trabalhos que possa desenvolver individualmente, em vez de ser o chefe, um trabalho em que possa se especializar. e em que possa se concentrar em uma contribuição importante para a empresa, como assessor, professor, solucionador de conflitos, sem precisar ser gerente. Os japoneses têm os conselheiros, que são muito eficazes e, algumas vezes, trabalham até depois dos oitenta anos de idade.

Um bom exemplo americano é o de um velho executivo de um dos principais bancos norte-americanos. Ate´os sessenta e três anos de idade, ele era o principal responsável pela divisão Ásia-Pacífico, que transformou em uma grande geradora de lucros. Então, em mil novecentos e setenta e quatro, ele saiu da parte operacional e se tornou um estrategista, elaborador de políticas e consultor dos empréstimos problemáticos do banco para países do terceiro Mundo. Agora, seus colegas o persuadiram a permanecer por mais alguns anos - mas sem precisar viajar ou participar de negociações. O segredo, como mostra este exemplo, é identificar pontos fortes específicos em uma pessoa e usá-los a favor da empresa.

Será que isto não envolve uma grande carga de trabalho? Sim, mais, na verdade, não há alternativa. Os empregadores que lidam com este assunto irão descobrir que, cada vez mais, se encontram na proverbial situação de estar entre a cruz e a espada. A cruz é a legislação segundo a qual o empregador deve provar que uma decisão sobre pessoal - qualquer uma  - que afete um empregado acima de quarenta e dois anos de idade não é uma discriminação por idade.

Contudo, até uma boa parte do século vinte e um - até pelo menos dois mil e quinze mais ou menos, quando os primeiros baby boomers estavam a caminho dos setenta anos, os empregadores estavam sob forte pressão por parte das pessoas mais jovens.

O baby boom não terminou até o declínio da taxa de natalidade, em mil novecentos e sessenta e um. O último grupo de baby boomers está, portanto, somente agora saindo do ensino médio e das escolas profissionalizantes. Por mais de dez anos, até que aqueles nascidos em mil novecentos e sessenta tivessem completado trinta e cinco anos de idade, houve um grande número de jovens ocupando posições gerenciais e em cargos profissionais. E, depois disto, por mais dez anos, houve grupos enormes vivendo seus melhores anos, entre trinta e cinco e quarenta e cinco anos de idade. Estas pessoas mais jovens, com excelente educação e muita ambição, esperarão a rápida promoção de seus predecessores imediatos. A empresa que não satisfizer ( por não poder ou não querer ) as expectativas dos mais jovens corre o risco de perder seus mais valiosos recursos humanos: os mais ambiciosos irão se demitir e os que ficarem para trás vão se aposentar na empresa.

Portanto, é preciso políticas que satisfaçam tanto os imperativos legais de manter o executivo envelhecendo no cargo quanto o imperativo demográfico de criar oportunidades de promoção para aos mais jovens. E, para manter o empreendimento saudável, tanto os que estão envelhecendo quanto os mais mais jovens manter focados no desempenho, desafiados e produtivos. Outras informações podem ser obtidas no livro As fronteiras da administração, de autoria de Peter F. Drucker.

Mais em:

https://administradores.com.br/artigos/previd%C3%AAncia-social-envelhecer-no-cargo-com-oportunidades-de-promo%C3%A7%C3%A3o .   

terça-feira, 8 de outubro de 2019

Dia do perdão: comemorações do Yom Kipur começam hoje em todo o mundo

Sue Grafton abre seu romance policial, R é para Ricochet, da seguinte forma:

“A questão básica é esta: dada a natureza humana, algum de nós é realmente capaz de mudar? ... Na maioria dos casos, nosso caminho pela vida reflete uma verdade fundamental sobre quem somos agora e quem somos desde o nascimento. Somos otimistas ou pessimistas, alegres ou deprimidos, crédulos ou cínicos, inclinados a procurar aventuras ou evitar todos os riscos. A terapia pode fortalecer nossos ativos ou compensar nossos passivos, mas, em geral, fazemos o que fazemos, porque sempre fazemos dessa maneira, mesmo quando o resultado é ruim ... talvez especialmente quando o resultado é ruim. ”

Grafton está dizendo que, basicamente, uma pessoa não pode mudar sua natureza ou comportamento. Nascemos de uma certa maneira e é assim que permanecemos ao longo da vida. Eu gostaria de discordar respeitosamente, com base em 3.000 anos de sabedoria e tradição judaica.



Durante os feriados , pedimos repetidamente a Deus que nos perdoe por nossos pecados e juramos corrigir nosso comportamento. Essas orações pressupõem que, se pecamos, é porque escolhemos pecar, e se mudamos nosso comportamento, é porque escolhemos fazê-lo. Em outras palavras, temos livre arbítrio. Mas o livre arbítrio não é apenas um dos conceitos básicos das festas de fim de ano; é um dos conceitos básicos do judaísmo.

Lemos na poção da Torá de Nitzavim antes de Rosh Hashaná:

“Chamo o céu e a terra para testemunhar hoje: pus diante de ti a vida e a morte, bênção e maldição. Escolha a vida para que você e sua filha vivam. ”(Dt. 30:19).

Aqui, em um dos discursos finais de Moisés ao povo judeu, ele expõe um dos ensinamentos básicos do judaísmo - o livre arbítrio. Você pode observar mitzvot ou não; você pode fazer o bem ou o mal. A Torá nos aconselha a “escolher a vida”, mas, no final das contas, a escolha é nossa.

A mesma idéia foi afirmada pelo rabino Akiva em Pirkei Avot (3:15), conforme explicado pelos profs. EE Urbach e Gad Ben-Ami Tzarfati: “Tudo é visto [por Deus, mas] é dada permissão [a todas as pessoas que escolherem”. ”


Finalmente, essa doutrina do livre arbítrio foi reiterada por dois de nossos maiores rabinos medievais: Maimonides e Rashi. Maimonides discute a questão em suas Leis do Arrependimento (5: 1-2):



“O livre arbítrio é concedido a todo ser humano. Se um homem quer seguir o bom caminho e ser bom, ele tem o poder de fazê-lo; se ele quer seguir o caminho mau e ser mau, ele é livre para fazê-lo ...

“Não ocorra em sua mente ... que Deus decreta, no nascimento de uma pessoa, que ela seja boa ou má ... não é assim. Todo ser humano é capaz de se tornar justo como Moisés ou perverso como Yerovam, sábio ou tolo, misericordioso ou cruel, avarento ou generoso, e assim por diante com todas as outras características. Não há ninguém para obrigá-lo ou decretar o que ele deve fazer, nem alguém que o puxe para um dos dois caminhos. Pelo contrário, é ele mesmo quem se volta para qualquer caminho que desejar. ”

Rashi discutiu essa questão em seu comentário às palavras do rabino Hanina (Berakhot 33b). “Tudo está nas mãos do céu, exceto pelo medo do céu.” Rashi explica:

“Tudo o que acontece a uma pessoa está nas mãos de Deus, como: se a pessoa é baixa ou alta, rica ou pobre, sábia ou tola, branca ou negra - tudo está nas mãos do céu. Mas a justiça ou a iniquidade não vem de Deus, isto Ele entregou aos seres humanos e deu diante deles dois caminhos, e [uma pessoa] deve escolher por si mesma o medo do Céu. ”

Vamos traduzir todos os itens acima em um contexto moderno :

Não podemos escolher se seremos ricos ou pobres, mas podemos escolher qual porcentagem de nossa renda daremos a tzedaka (caridade).

Não podemos escolher quanto tempo livre temos, mas podemos escolher como usaremos o tempo livre à nossa disposição - assistir televisão ou brincar com nossos filhos; navegar na web ou estudar a Torá; para matar o tempo ou visitar os doentes.

Não podemos escolher se alguém nos insulta, mas podemos escolher perdoar ou guardar rancor.

Não podemos escolher quantos anos viveremos, mas podemos escolher o que faremos com esses anos. A escolha é nossa.

Resta a pergunta de US $ 64.000: Que princípios devem nos guiar quando fazemos escolhas morais e religiosas difíceis? Acredito que há três perguntas básicas que devemos nos perguntar antes de tomar uma decisão:

Primeiro de tudo, o que a tradição judaica tem a dizer sobre o assunto?

Devo manter o kosher dentro e fora da minha casa?

Devo ir à sinagoga no Shabat?

Devo dizer a verdade nos meus formulários de imposto de renda?

Se eu vir alguém deixar a carteira cair, devo colocá-la no bolso ou devolvê-la?

Antes de tomar essas decisões, devemos nos perguntar: o que a tradição judaica tem a dizer sobre isso? Essa ação vai me tornar um judeu melhor ou pior? Ajudará ou prejudicará o povo judeu?

A segunda pergunta que devemos nos perguntar antes de tomar uma decisão importante na vida é: como isso afetará nossas famílias? Nossos colegas de trabalho? Nossa sociedade?

Por exemplo, posso obter uma grande promoção se me mudar para outra cidade, mas como a mudança afetará o trabalho de minha esposa, as escolas de meus filhos ou meus pais? Pode ser bom eu trapacear meus impostos, mas como isso afetará as milhares de pessoas que dependem de nossos impostos para sobreviver e para os serviços sociais?

Por fim, antes de tomarmos uma decisão importante na vida, devemos nos perguntar: estou disposto a viver com as consequências dessa decisão? Com demasiada frequência, as pessoas tomam decisões cruciais sem pensar um pouco sobre quais serão as consequências. Como o rabino Akiva disse no final da passagem citada acima:

“Tudo é visto, mas é dada permissão ... A loja está aberta e o lojista dá crédito, o livro-razão fica aberto e a mão escreve; quem quiser emprestar pode vir e pedir emprestado, mas os colecionadores regularmente fazem suas rondas diárias e pagam exatamente de uma pessoa ... e eles têm o que confiar, e o julgamento é verdadeiro ... ”(Avot 3:15).

Essa idéia é reiterada em U'netaneh Tokef, que recitamos em Rosh Hashaná e Yom Kipur: “Nós contemplamos Deus como juiz e testemunha, registrando nossos pensamentos e atos secretos ... Você abre os registros e as ações inscritas ali contam sua própria história.”

As pessoas esquecem que o que é emprestado deve ser reembolsado, e todas as nossas escolhas são registradas por Deus e pelo nosso próximo. A Bíblia está repleta de histórias que ilustram esse ponto: a história de Adão e Eva; a história dos dez espiões; a história de David e Batsheva.

Mas não precisamos voltar tão longe na história. Precisamos apenas ler os jornais. O presidente dos EUA, Richard Nixon, pensou nas consequências quando aprovou o assalto a Watergate, que levou à sua demissão? O presidente Bill Clinton pensou nas conseqüências quando começou seu caso com Monica Lewinsky, que quase o levou ao impeachment? O primeiro ministro Ehud Olmert pensou nas consequências quando aceitou subornos, o que o levou à prisão?

Ao entrarmos em um novo ano, as escolhas estão em nossas mãos. Vamos escolher sabiamente. Vamos "escolher a vida".

Com informações do jornal Jerusalém Post.

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quinta-feira, 3 de outubro de 2019

Óleo falso: ministério divulga marcas de óleos vegetais com vendas suspensas no Brasil

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento ( MAPA ) divulgou nesta quarta-feira ( dois de outubro de dois mil e dezenove ) uma lista de trinta e três marcas de azeite que estão com as vendas suspensas no Brasil.

A decisão foi tomada porque análises mostraram que os produtos dessas empresas apresentavam misturas com outros óleos vegetais, como o de soja, por exemplo. No entanto, as embalagens diziam que o azeite era puro. Confira abaixo a lista das marcas.




Segundo o MAPA, foram encontradas irregularidades em cinquenta e nove lotes de azeite vendidos por essas marcas. As amostras foram recolhidas entre dois mil e dezesseis e dois mil e dezessete.

A demora na proibição, conforme o ministério, aconteceu por conta dos vários exames laboratoriais a que esses produtos são submetidos. Além disto, há um processo burocrático, que envolve a notificação das empresas, a apresentação de defesa e novas análises, quando necessário.

O MAPA considera que neste ano é difícil encontrar produtos dessas marcas no mercado, com os lotes que apresentaram problemas. No entanto, alguns comerciantes ainda adquirem estes azeites porque costumam ser mais baratos do que os concorrentes.

Agora, o MAPA deverá seguir na fiscalização, buscando comerciantes que ainda vendem os produtos dessas trinta e três marcas. Quem for flagrado com um destes produtos nas prateleiras pode ser penalizado.

A partir de dois mil e vinte, o MAPA deverá adquirir equipamentos que realizam a análise da qualidade do azeite de oliva em apenas alguns minutos. Os aparelhos portáteis serão utilizados pelos técnicos, que poderão notificar de forma imediata os comerciantes e produtores. Atualmente, o processo para a primeira notificação leva até trinta dias, devido à demora entre a coleta e o resultado sobre a possível adulteração.

Com estes equipamentos, o MAPA espera agilizar o processo, garantindo mais qualidade nos itens vendidos no mercado.

Marcas:

Aldeia da Serra
Barcelona
Casa Medeiros
Casalberto
Conde de Torres
Dom Gamiero
Donana ( premium )
Flor de Espanha
Galo de Barcelos
Imperador
La Valenciana
Lisboa
Malaguenza
Olivaz
Oliveiras do Conde
Olivenza
One
Paschoeto
Porto Real
Porto Valencia
Pramesa
Quinta da Boa Vista
Rioliva
San Domingos
Serra das Oliveiras
Serra de Montejunto
Temperatta
Torezani (premium)
Tradição
Tradição Brasileira
Três Pastores
Vale do Madero
Vale Fértil

Com informações do jornal Diário Catarinense.

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segunda-feira, 30 de setembro de 2019

Educação: STF derruba lei do segundo professor para alunos com deficiência em SC


A deputada estadual Luciane Carminatti, do ( Partido dos Trabalhadores - PT de Santa Catarina  -SC ) lamenta decisão do Supremo Tribunal Federal ( STF ) em julgar procedente a ação direta de inconstitucionalidade ( ADI ) número cinco mil setecentos e oitenta e seis que invalidou a Lei estadual número dezessete mil cento e quarenta e três de dois mil e dezessete. Nela, o STF declara inconstitucional a exigência de um segundo professor em sala de aula nas escolas públicas estaduais de educação básica para alunos com deficiência ou alguns tipos de transtornos. A publicação da decisão ocorreu nesta quinta-feira ( vinte e seis de setembro de dois mil e dezenove ). A deputada posicionou-se através da seguinte nota oficial:

"Na condição de autora da lei do segundo professor em SC, venho a público lamentar profundamente a decisão do Supremo Tribunal Federal, que não considera o direito à pessoa com deficiência de contar com um profissional habilitado e qualificado no seu processo de inclusão na rede regular de ensino.





Foi publicado nesta quinta-feira ( vinte e seis de setembro de dois mil de dezenove ), o acórdão da Ação Direta de Inconstitucionalidade ( ADI ) número cinco mil setecentos e oitenta e seis ) que invalidou a Lei estadual número dezessete mil cento e quarenta e três de dois mil de dois mil e dezessete. Nele, o Supremo Tribunal Federal ( STF ) declara inconstitucional a exigência de um segundo professor em sala de aula nas escolas públicas estaduais de educação básica para alunos com deficiência ou alguns tipos de transtornos. 






A lei estava suspensa desde outubro de dois mil e dezessete, quando o ministro Alexandre de Moraes já havia considerado competência exclusiva do governador a iniciativa de propor leis que disponham sobre servidores públicos.






Diante da decisão definitiva promulgada agora, venho a público reafirmar que a nossa luta não vai parar. Anuncio que vamos chamar professores, pais e alunos para construir proposta e apresentá-la ao governador com o pleito de que seja por ele enviado à Assembleia Legislativa do Estado de Santa Catarina ( ALESC ), contemplando, deste modo, o entendimento do Poder Judiciário. 






Ressalto, ainda, que a derrota sofrida no STF não desqualifica o mérito da nossa Lei do Segundo Professor em Santa Catarina. Ao contrário, ao justificar a decisão, a relatoria destaca que a mesma se dá  “a despeito do louvável propósito de promoção do ensino inclusivo e de tutela, em escolas públicas catarinenses, de alunos com deficiência”.






Firmes nesse propósito, seguiremos lutando pelo direito de todos. 






Luciane Carminatti
Deputada estadual (PT-SC)"

Com informações da ALESC.

sexta-feira, 27 de setembro de 2019

Meio ambiente: praia da capital de SC registra índice histórico de boa balneabilidade

Dados do Instituto do Meio Ambiente ( IMA ) do Estado de Santa Catarina ( SC ), divulgados nesta quinta-feira ( vinte e seis de setembro de dois mil e dezenove ) pela Prefeitura Municipal de Florianópolis ( PMF ), apontam que a praia da Avenida Beira-Mar Norte apresentou os melhores índices dos testes de balneabilidade da história.
De acordo com a administração municipal, a última coleta de amostras da água que banha o local foi realizada na quarta-feira ( vinte e cinco de setembro de dois mil e dezenove ).

No último teste, á água tinha um índice de índice de vinte colis / cem mililitros. Para que a água de uma região seja considerada própria para banho, é tolerada uma presença de até oitocentos colis / cem mililitros. A prefeitura diz que este índice foi conseguido graças à instalação de uma rede de tratamento de esgoto, que deverá receber novas melhorias nos próximos meses.

Desde que este sistema foi instalado, no início deste ano de dois mil e dezenove, as análises da qualidade da água apresentaram resultados bastante oscilantes. No entanto, esta foi a terceira coleta seguida em que os números apontaram a balneabilidade do local.
Apesar dos bons números, é preciso ter cautela para tomar banho na Beira - Mar Norte. Segundo dados do IMA, no outro lado da Baía Norte, no bairro Estreito, as amostras ainda apontam que a água está imprópria. Vale lembrar que a região recebeu esgoto irregular durante cerca de 60 anos. É por isso que os investimentos para melhorar a água ainda não terminaram.

O sistema de despoluição da Beira-Mar Norte, em Florianópolis, teve um novo revés na última semana. O teste de balneabilidade do IMA apontou para 4.884 coliformes fecais, sendo o que o índice máximo é de 800. Foi o terceiro resultado negativo consecutivo. Nas semanas anteriores as medições apontaram para 3.654 e 3.873. Com isso, o ponto continua impróprio e mais distante de ser balneável.

Diante do resultado da semana entre dezessete e vinte e dois de novembro de dois mil e dezenove, a Casan, que contratou a instalação do sistema de despoluição, notificou a Fast, empresa responsável, atrás de explicações. O questionamento oficial ocorreu na sexta-feira. A Fast tem cinco dias úteis para responder. Ao jornal Diário Catarinense, a empresa confirmou a notificação e disse que enviará a resposta dentro do prazo, mas não quis adiantar as justificativas por questões contratuais.

Para a Casan, os dois primeiros resultados negativos da série de três semanas podem ser explicados pela chuva do período. Na medição do último, porém, o tempo era seco. Por isso a companhia acredita que ainda não há uma explicação. Segundo a Casan, estão sendo feitos ajustes no sistema como o reforço nas bombas de sete das 15 estações elevatórias, aumento da capacidade de bombeamento com crescimento da potência elétrica e automatização da operação. As grades de retenção de lixo serão reforçadas, assim como outros ajustes técnicos.

A prefeitura de Florianópolis diz que pediu melhorias à companhia. O prazo para estas medidas é a primeira quinzena de dezembro. A expectativa é que estas medidas devem estabilizar o sistema. A partir desta semana, o programa Se Liga na Rede, que fiscaliza ligações irregulares, estará focado nos imóveis da Beira-Mar Norte.

O grande problema do sistema de despoluição da Beira-Mar Norte é a variação. Desde a instalação do sistema, em março de 2019, foram 35 medições de balneabilidade do IMA. Destas, em 22 os índices deram acima do limite de 800 de coliformes fecais. E é justamente esta variação que deixa a população incrédula na mudança da qualidade da água, historicamente poluída naquele ponto da Capital.


Além disso, Casa e prefeitura precisam justificar o investimento feito. O contrato prevê R$ 18 milhões para a implantação do sistema. A promessa das autoridades era de que ainda na metade de 2019 a água estaria própria para banho, o que ocorreu por curto período. Na porta do verão, cravar que a Beira-Mar Norte estará balneável pode se tornar mais uma promessa não cumprida.

Com informações do jornal Diário Catarinense.

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