quarta-feira, 30 de junho de 2021

Epidemia: movimentos sociais e pessoas físicas se unem em pedido de impeachment de Bolsonaro

Uma nova série de atos para terminar com o governo assassino e corrupto de Jair Bolsonaro começa nesta quarta-feira (30), quando partidos, deputados e senadores de diferentes posições ideológicas se unem em um pedido coletivo de impeachment de Jair Bolsonaro, do qual também participam entidades, movimentos sociais e pessoas físicas.

Superpedido de impeachment reúne todas as mais de 100 manifestações já protocoladas na Câmara


O documento será protocolado na Câmara dos Deputados às 15h, com manifestação às 17h na própria Casa legislativa e com todos os cuidados para reduzir os riscos de contágio por Covid-19. A TVPT transmitirá tudo ao vivo, incluindo a entrevista coletiva com lideranças às 16h.

Os crimes de Bolsonaro se acumulam desde sua posse e estão mais do que comprovados. E, como destacou o vice-presidente do Partido dos Trabalhadores, o deputado federal José Guimarães (PT-CE), é hora de aumentar a pressão para que o presidente da Câmara aceite o pedido de impeachment. “O que fará Arthur Lira deferir o pedido de impeachment é a pressão social. (É preciso) concentrar todos os esforços nas mobilizações de ruas”, disse Guimarães ao jornal Valor, lembrando que a entrega do pedido de impeachment antecede mais um ato de rua contra Bolsonaro, que ocorrerá no próximo sábado, 3 de julho, em todo o país.

O novo superpedido de impeachment agrega mais de 100 pedidos já entregues e lista todos os crimes cometidos por Bolsonaro, que não foram poucos e começaram antes mesmo da pandemia. No entanto, foi no enfrentamento à Covid-19 que Bolsonaro escancarou ao que veio, mostrando desdém com a vida da população e apropriação dos recursos públicos.

Na pandemia, Bolsonaro ignorou o direito à vida e, com cúmplices como o general Eduardo Pazuello no Ministério da Saúde, agiu como pôde para implementar a imunidade de rebanho por contaminação. Promoveu aglomerações, atrasou a chegada de vacinasdivulgou remédios ineficazes como cura e dificultou medidas de isolamento social por parte de prefeitos e governadores. Sem mencionar a falta de apoio aos trabalhadores, com sabotagem do auxílio emergencial, e aos pequenos e microempresários. O resultado é meio milhão de mortes, das quais cerca de 400 mil poderiam ter sido evitadas. O nome disso é genocídio.

Agora, sabe-se que, enquanto milhares de brasileiros morriam asfixiados todos os dias, um esquema de corrupção envolvendo a compra da vacina era tramado no Ministério da Saúde altamente militarizado de Bolsonaro. Uma política assassina e corrupta como essa não pode permanecer governando o Brasil. Bolsonaro deve cair já.

Mobilização para o #3JForaBolsonaro


Por isso, a Campanha Fora Bolsonaro decidiu realizar este mês dois atos pelo impeachment do atual presidente, sendo que o primeiro ocorre neste sábado (3). O outro será no dia 24. As mobilizações para o #3JForaBolsonaro já ocorrem em todo o país.

Se o ato na sua cidade já está marcado, envie as informações para que possamos divulgá-lo. Um formulário já foi disponibilizado nas redes sociais para isso (veja tuíte abaixo).

Com informações de pt.org.br .

terça-feira, 29 de junho de 2021

Direitos humanos: partido dá maior salto de sua história em eleição de LGBTQIA+

O PT deu o maior salto da própria história na eleição de candidates LGBT. Saiu de três para vinte mandatos em 2020, um desempenho que foi resultado de mobilização, organização e estratégia dos projetos Elas Por Elas e Nossas Cores. O impacto desses corpos em estruturas que foram pensadas e historicamente ocupadas apenas por homens, brancos, heterossexuais e cisgêneros ainda está em andamento.


Na terceira transmissão do Fórum Elas Por Elas LBT, Symmy Larrat, do Coletivo Nacional LGBT do PT, mediou o debate com as vereadoras trans Isabelly Carvalho, Limeira-SP;  Filipa Brunelli, de Araraquara-SP; e a doutora e professora da UFPR, Megg Rayara.

 “Limeira é uma cidade ultraconservadora. Tivemos a oportunidade de oferecer a cidade uma outra perspectiva, quebramos um tabu, um paradigma, ao reconfigurar o imaginário social das pessoas LGBT. Hoje, nós temos na cidade pessoas trans em espaços de poder que nunca foi pensado para nós “, aponta a vereadora Isabelly.

Em sua reflexão, ela reforça que, além da questão dos corpos, ainda se trata da ocupação de pessoas que vem do movimento social, na luta por direitos e garantias fundamentais. Portanto, um espaço que sempre excluiu, agora precisa lidar com essa ocupação.

A leitura da ocupação de mulheres trans no espaço político, apesar de ser um fenômeno relativamente recente, já revela o quão importante e transformadora foi a última eleição e os possíveis abalos na estrutura normativa do sistema. A vereadora Filipa Brunelli, de Araraquara, interior de São Paulo, enfatizou o enorme significado da entrada desses corpos na ‘institucionalidade’:

Vereadora Filipa Brunelli

“Eu vejo muito isso, no espaço da institucionalidade, quando nossos corpos entram nas Câmaras, no plenário. Quando a gente tem o tempo de fala do expediente, quando nossos corpos tem o poder de vetar e aprovar um projeto. Nós que estivemos sempre à margem da sociedade é de um prazer enorme, no sentido de orgulho”, Brunelli.

Ter pessoas trans ocupando cargos eletivos não é um fenômeno aleatório, trata-se de resultado de uma luta histórica dentro e fora do partido. No caso das mulheres trans, explica Megg Rayara, professora e doutora na UFPR, os desafios são ainda maiores.

“Temos que provar que somos melhores em tudo e que as nossas demandas também vão além da comunidade da qual fazemos parte. A nossa luta é intrincada com a pauta de mulheres negras, por exemplo, e precisamos pautar isso dentro do movimento negro o tempo todo”, salienta Rayara.

A professora reforça que uma vez eleita, não basta assumir o cargo. É preciso ter estratégia de permanência nos espaços, principalmente para enfrentar a violência de todos os tipos:

Megg Rayara

“A vigilância sobre os nossos corpos é potencializado, qualquer atitude é potencializada e ganha uma dimensão além da média, quando se compara com uma atitude similar adotada por um homem branco, cisgênero e heterossexual”, denuncia.

Para avançar nos desafios, superar as adversidades e seguir no projeto de ocupação do espaço político por mulheres trans, Janaína Oliveira, secretária nacional LGBT do PT,  ressaltou a importância da parceria entre o projeto Elas Por Elas e o Nossas Cores.

“Essa parceria é um marco na inclusão das LBTs no projeto Elas Por Elas. Por isso, contamos com quadros políticos que colocam seus corpos e corações na disputa. Esse primeiro passo foi fundamental”, finalizou Janaína.

O Fórum Elas Por Elas LBT  é uma iniciativa da Secretaria Nacional de Mulheres do PT e da Secretaria Nacional LGBT do PT, o objetivo é a troca de experiências e vivências das mulheres LBT nesse cenário conservador, fascista e neoliberal.


Com informações de Ana Clara, Elas Por Elas e pt.org.br .

Operação lava a jato: STF anula provas falsas contra Lula produzidas por empresa

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Ricardo Lewandowski anulou, nesta segunda-feira (28), as provas produzidas contra o ex-presidente Lula pela Odebrecht em acordo de leniência com a Lava Jato, impedindo seu uso pela Justiça Federal de Brasília.

Ministro Ricardo Lewandowski


A decisão do ministro Lewandowski reconhece as mensagens extraídas dos arquivos oficiais da Operação Spoofing com autorização do Supremo Tribunal Federal, o que confirma a atuação ilegal do ex-juiz Sergio Moro e dos procuradores da Lava Jato.

A decisão foi tomada inicialmente em relação ao inquérito relacionado à sede do Instituto Lula, no qual o ex-presidente chegou a ser considerado réu com mais três pessoas.

Veja abaixo a nota da defesa do ex-presidente Lula:


“A decisão proferida hoje é fruto de um questionamento que iniciamos em 2017 e reconhece a autenticidade das mensagens que extraímos dos arquivos oficiais da Operação Spoofing com autorização do Supremo Tribunal Federal, mostrando uma atuação manifestamente ilegal do ex-juiz Sergio Moro e dos procuradores da “lava jato” nos casos do ex-presidente Lula. Reconhece, ainda, que provamos a ocorrência de cooperação internacional ilegal no acordo de leniência da Odebrecht, de modo a torná-lo imprestável em relação a Lula, para além das nulidades já sedimentadas e que decorrem da suspeição do ex-juiz Sergio Moro e da incompetência da Justiça Federal de Curitiba”. – Cristiano Zanin e Valeska Martins

Despacho reconhece autenticidade das mensagens


“Salta à vista que, quando o Supremo Tribunal Federal declarou a incompetência do ex-juiz Sérgio Moro para o julgamento de Luiz Inácio Lula da Silva, reconheceu também, implicitamente, a incompetência dos integrantes da força-tarefa Lava Jato responsáveis pelas investigações e, ao final, pela apresentação da denúncia”, afirma Lewandowski no despacho.

Lewandowski afirmou que os diálogos mostram que houve um conluio entre o MP e o ex-juiz Sergio Moro, sendo que as mensagens não foram desmentidas. O ministro diz que a perícia realizada pela PF no material apreendido em nenhum momento “atestaram a ausência de autenticidade do material apreendido na Operação Spoofing”.

Veja trecho do despacho do ministro Lewandowski:

Trecho do despacho do ministro Lewandowski

Com informações de pt.org.br .

Perseguição a testemunha: ex-ministro aciona MP contra bloqueio de acesso a sistema a servidor da Saúde

O deputado federal Alexandre Padilha (PT-SP) protocola nesta segunda-feira, 28, representação no Ministério Público Federal para questionar o bloqueio de acesso ao Sistema Eletrônico de Informações (SEI) do Ministério da Saúde do servidor Luis Ricardo Miranda.

Deputado federal Alexandre Padilha (PT-SP)


Luis Ricardo é funcionário de carreira do Ministério da Saúde e irmão do deputado Luis Miranda (DEM-DF). Os dois, em depoimento à CPI da Covid do Senado Federal, denunciaram supostas irregularidades que teriam sido cometidas na tramitação da possível compra da vacina Covaxin, e que haviam relatado os indícios de possível corrupção ao presidente Jair Bolsonaro.

Segundo o deputado Luis Miranda, durante o encontro com o presidente, Bolsonaro teria atribuído o caso ao líder do governo na Câmara, Ricardo Barros (PP-PR).

No domingo (27), o parlamentar relatou em suas redes sociais que o irmão teve bloqueado o seu acesso ao SEI, que é o sistema eletrônico de processos administrativos da pasta. É nele que ficam registrados os atos do MS e que necessita de registros dos usuários responsáveis para ser acessado. Diversos documentos referentes ao caso Covaxin, que foram mencionados por Luiz Ricardo em seu depoimento à CPI se encontram registrados no sistema.

Em sua representação ao MPF, o deputado Alexandre Padilha lembra ao MPF que tanto o servidor como o seu irmão estão envolvidos “em rumoroso caso de denúncia de malversação de recursos públicos contra o atual governo, de modo que causa estranheza o bloqueio ao acesso do servidor ao sistema do ministério em que trabalha”.

Padilha requer a abertura de um procedimento de apuração para saber do ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, qual o motivo do bloqueio de acesso ao sistema e quem foi que determinou tal medida. Além disso, o documento indaga se existe alguma relação entre a perseguição contra o servidor que foi denunciada pelo parlamentar com o fato dele ter contribuído com os trabalhos de investigação da CPI do Senado Federal.

Com informações de assessoria parlamentar e pt.org.br .

Desemprego: 1 em cada 4 trabalhadores de estatais perdeu o emprego entre 2015 e 2021

Um em cada quatro trabalhadores das cinco grandes estatais federais brasileiras — Banco do Brasil, Correios, Caixa, Petrobras e Eletrobras — perdeu o emprego entre o início de 2015 e março deste ano. O dado faz parte do Panorama das Estatais do Ministério da Economia. Nestes seis anos, as empresas dispensaram mais de 111 mil colaboradores, e agora contam com 327.397 funcionários. Em 2014, eram 554,8 mil.

Governo Bolsonaro compromete soberania nacional


Segundo reportagem do jornal O Globo, a sangria de servidores é ocasionada por fatores como a opção neoliberal pelo Estado mínimo desde Michel Temer e a crise econômica, clássica justificativa para a entrega de estatais. A digitalização de serviços e operações, sobretudo no setor financeiro, seria outro fator.

“É uma correção de rumo, após um período de crescimento do setor (estatal) em governos anteriores. Foi como voltar um pouco o pêndulo do lado da expansão do Estado em que estava. No caso da Eletrobras, a privatização pesa, mas o cenário não é diferente na Petrobras”, explicou o professor do Insper Sérgio Lazarini.

As maiores baixas se concentram, sintomaticamente, na Eletrobras (-45,8%) e na Petrobras (-42%). Peça-chave do programa de privatizações do desgoverno Bolsonaro, a Eletrobras pode ser vendida a partir da sanção da Medida Provisória (MP) nº 1.031/21, aprovada no último dia 21, e tem promovido sucessivos programas de demissão voluntária (PDV) nos últimos anos.

A Petrobras vem sendo dilapidada desde o golpe contra Dilma Roussef, em 2016. Sob o usurpador Temer, passaram a ser adotadas na empresa políticas de desinvestimento que, na prática, resultaram em mera entrega para o setor privado de ativos rentáveis e estratégicos, como a BR Distribuidora, e as consequentes demissões promovidas pelos novos donos.

Essas empresas que estão para serem privatizadas já operam na lógica privada. Elas já entregam uma empresa com menor custo e maior receita”, apontou o professor titular da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) Marcio Pochmann ao Globo.

O ex-presidente da Fundação Perseu Abramo e do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) lembrou o corte de cerca de 35% dos funcionários que as estatais privatizadas sofreram após a venda, nos anos 1990. Agora, alerta, o que sustenta esse movimento de redução de pessoal seria a tentativa do governo de enfrentar a situação fiscal se desfazendo de ativos, criando alguma mobilização de recursos do setor privado.

“O custo tem sido o principal foco das empresas, que têm feito o possível para manterem-se eficientes no mercado, mas isso tem limites se o faturamento e a economia não crescem”, argumenta Pochman.

Operações são afetadas com demissões sem reposição


Procuradas, as empresas afirmaram que mantêm equipes adequadas às suas necessidades, sem perda de produtividade. Foram contestadas pelos sindicatos, para os quais o enxugamento afeta as operações das empresas e o dia a dia dos trabalhadores que permanecem nelas.

Secretário financeiro da Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos (Fentect), Geraldo Rodrigues afirmou que ocorreram pelo menos seis programas de demissão incentivada (PDI) na empresa desde 2014. Mais de 12,4 mil trabalhadores aderiram aos dois mais recentes, em janeiro e março. Recorde de adesão.

“É uma redução muito grande e ao mesmo tempo a gente não tem concurso desde 2011, não existe reposição. Só aumentou o número de terceirizados nos grandes complexos operacionais, que além de não terem benefícios, recebem entre 40% e 50% menos”, lamentou.

O motivo para esse “enxugamento” nos Correios é cristalino. Na última quinta-feira (24), o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), afirmou que o PL (projeto de lei) 591/2021, que trata da privatização dos Correios, deve ser votado até 17 de julho.

Ao mesmo tempo que explodiram os programas de demissões voluntárias em estatais, um dos órgãos federais mais importantes como indutores do crescimento econômico, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), tornou-se mero prestador de serviços de projetos para infraestrutura, concessões e privatizações sob Michel Temer e Jair Bolsonaro.

Reportagem do portal UOL revela que a virada na orientação estratégica do BNDES fez o total de recursos emprestados se reduzir a quase um quinto: dos R$ 294,8 bilhões (em valores atualizados), em 2010, a R$ 65 bilhões, em 2020. Sob o signo do “Estado mínimo”, agora o banco se concentra na oferta de projetos de infraestrutura e concessões de serviços públicos.

“Criamos esse conceito (de banco de serviços) para executar três trabalhos. Um é a estruturação de projetos. O outro é a articulação. Todos os atores precisam ser ouvidos, informados e considerados no projeto. O outro é conversar com os investidores”, contou Fábio Abrahão, diretor de Infraestrutura, Concessões e PPPs do BNDES.

Com informações de pt.org.br .

Direitos humanos: orgulho LGBTQIA+ comemora dia internacional de lutas por diversidade

No dia 28 de junho é celebrado o Dia Internacional do Orgulho LGBTQIA+, data que marca a luta pelos direitos em todo o mundo. O Partido dos Trabalhadores (PT) preza pela igualdade de direitos, pela diversidade, pela tolerância e reforça o combate a qualquer tipo de discriminação ou violência contra homossexuais e pessoas Trans no país.

Dia Internacional do orgulho LGBTQIA+


A conscientização da sociedade sobre a importância do combate à LGBTFobia é um dos objetivos da data. Conforme a secretária Nacional LGBT do PT, Janaína Oliveira, o caminho para essa conscientização vem da luta, da insistência e da resistência. É uma luta pelo direito de cidadania e pelo direito de amar.

Perseguições políticas


O Brasil tem passado por diversas perseguições políticas contra parlamentares negras e transexuais. Em março deste ano, elas denunciaram a perseguição sistemática que sofrem no Brasil à Comissão Interamericana de Direitos Humanos.

Denúncias foram formalizadas e entregues à Bruna Benevides, secretária de Articulação Política da Associação Nacional de Travestis e Transexuais (ANTRA). O objetivo da mobilização é combater a transfobia e o racismo, além de cobrar do Estado brasileiro a garantia de direitos e de um exercício pleno dos mandatos, sem ameaças ou violências, diante das tensões políticas que marcaram o processo eleitoral de 2020, um dos mais violentos dos últimos anos.

Um estudo feito pela ONG All Out e pelo Instituto Matizes aponta que o reconhecimento da criminalização da homofobia no mundo está, ainda, distante. O relatório cita 34 obstáculos que ainda dificultam o combate ao preconceito por orientação sexual. Entre as barreiras então:

  • Questões estruturais;
  • Falta de transparência e opacidade do Estado;
  • Procedimentos institucionais;
  • Reconhecimento jurídico;
  • Pandemia da Covid-19.

Leia o estudo aqui.

Frente Nacional Transpolítica


Durante a semana, diversas ações e atos promovem o debate pela promoção dos direitos LGBTQIA+. Uma delas é o lançamento da Frente Nacional TransPolítica nesta segunda-feira, 28. O evento virtual vai reunir as parlamentares trans e travestis eleitas no Brasil e os movimentos sociais organizados para garantir o pleno exercício do cargo.

PT na Câmara


Os Direitos da População LGBTQIA+ no Brasil também serão temas do programa PT NA CÂMARA desta segunda-feira, 28. Para esse debate o líder da Bancada, deputado Bohn Gass (PT-RS) recebe as deputadas, Maria do Rosário Deputada Federal (PT-RS), Luizianne Lins Deputada Federal (PT-CE) e Janaina Oliveira – Secretária Nacional LGBT do PT, que contará ainda com a participação especial do escritor e jornalista Jean Wyllys.

Assista na TvPT:  https://youtu.be/E33Bh-bOIMc

Origem da data


O Dia do Orgulho LGBTQIA+ foi criado e é celebrado em 28 de junho em homenagem a um dos episódios mais marcantes na luta da comunidade LGBTQIA+ pelos seus direitos: a rebelião de Stonewall Inn.

O dia 28 de junho de 1969 marcou a revolta da comunidade LBGT contra uma série de invasões da polícia de Nova York aos bares que eram frequentados por homossexuais, que eram presos e sofriam represálias por parte das autoridades. A partir deste acontecimento foram organizados vários protestos em favor dos direitos dos homossexuais por várias cidades norte-americanas.

A 1ª Parada do Orgulho Gay, como era denominada na época, foi organizada no ano seguinte,1970, para lembrar e fortalecer o movimento de luta contra o preconceito. A “Revolta de Stonewall Inn” é tida como o “marco zero” do movimento de igualdade civil dos homossexuais no século XX.

Legado pela igualdade de direitos no Brasil


Veja abaixo o legado do PT pelos Direitos LGBTQIA+ nos governos Lula e Dilma, que transformaram a luta contra a homofobia em política de Estado.

– Secretaria de Direitos Humanos virou ministério: o que aumentou os recursos, a autonomia e o poder de transformação social

– “Brasil sem Homofobia”: programa de promoção da cidadania a partir de equiparação de direitos e do combate à violência e à discriminação

– Fortalecimento do Conselho Nacional de Combate à Discriminação e Promoção dos Direitos LGBT, com a participação de membros da população LGBT

– Lei Maria da Penha: a lei federal passou a prever expressamente a união homoafetiva feminina

– Conferência Nacional de Políticas Públicas e Direitos Humanos LGBT: a primeira a ouvir, em âmbito nacional, as demandas da população LGBT

– Criação da Coordenação Geral de Promoção dos Direitos de LGBT: responsável por articular ações com os demais ministérios e órgãos do Governo Federal

– Criação do Plano Nacional de Promoção da Cidadania e Direitos Humanos LGBT: ações de valorização LGBT, seja por renda, escolarização, educação, acesso à saúde, identidade de gênero e prevenção à violência homofóbica

– Extensão de direito de declaração conjunta para casais homoafetivos pelo Ministério da Fazenda

– Criação do módulo LGBT no Disque 100

– 1º Relatório sobre Violência Homofóbica no Brasil: acompanhamento das denúncias

– Alterações no SUS: passou a contemplar o atendimento completo para travestis, transexuais e transgêneros, como terapia hormonal e cirurgias. A identidade de gênero passou também a ser respeitada, com a inclusão do nome social no cartão do SUS

– Reconhecimento dos direitos de casais de mesmo sexo no serviço público federal

– Assinatura do governo brasileiro à Convenção contra Todas as Formas de Discriminação e Intolerância da Organização dos Estados Americanos: que define as obrigações dos países sobre temas como orientação sexual e identidade de gênero

– Criação do Sistema Nacional de Promoção de Direitos e Enfrentamento à Violência contra LGBT: estrutura de incentivo à criação de programas de valorização e comitês de enfrentamento à discriminação e combate à violência, além de oferecer apoio psicológico e jurídico para LGBTs nessa situação

– Posse de Symmy Larrat como coordenadora-geral de Promoção dos Direitos LGBT da SDH: primeira travesti a ocupar o cargo.

Com informações de pt.org.br .

Epidemia: CPI avança com depoimentos de Maximiano, Santos Jr e Wisard em apuração de genocídio e corrupção

Após revelações bombásticas feitas pelo deputado Luis Miranda e seu irmão, o servidor Luis Ricardo, à CPI da Covid, na sexta-feira (25), a comissão prossegue nesta semana colhendo novos depoimentos para descobrir crimes e apontar responsabilidades na morte de mais de meio milhão de brasileiros neste último ano de pandemia. Nos próximos dias, serão ouvidos o deputado estadual Fausto Vieira dos Santos Junior, relator de uma CPI na Assembleia Legislativa do Amazonas, o empresário Carlos Wizard e Francisco Emerson Maximiano, dono da Precisa Medicamentos, empresa envolvida no escândalo de corrupção na compra da vacina indiana Covaxin.


Os irmãos Miranda apontaram uma série de irregularidades no Ministério da Saúde no contrato de compra e no recibo apresentado pela Precisa – que representa a fabricante Bharat Biotech – à pasta, em março. Além disso, Luis Ricardo relatou uma pressão incomum para dar seguimento ao negócio com uma vacina sequer aprovada pela Agência de Vigilância Sanitária (Anvisa) e, ainda assim, mais cara do que a média das outras vacinas. O valor negociado foi de U$ 15 a unidade. O contrato previa a compra de 20 milhões de doses por R$ 1,6 bilhão.

Miranda revelou que o líder do governo na Câmara Ricardo Barros estaria por trás do esquema e que o próprio Bolsonaro sabia do fato, conforme o presidente teria relatado em reunião com ele. No encontro, Bolsonaro foi alertado sobre os crimes, de acordo com o depoimento de Miranda, mas nada fez. No final de semana, o deputado declarou à Folha que o esquema na Saúde pode ser “muito maior”.

“Se existir algo realmente ilegal, não é só nessa vacina [Covaxin], é na pasta toda. O presidente Bolsonaro demonstra claramente que não tem controle sobre essa pasta”, afirmou. De acordo com o deputado, o diretor de logística do ministério, Roberto Ferreira Dias, “o homem que dá as cartas”, foi colocado no cargo por indicação de Ricardo Barros. Tanto Dias quanto Barros devem ser chamados à CPI. A comissão deve votar os requerimentos de convocação dos dois nesta terça-feira (29).

Miranda disse ainda ao jornal que, se a CPI decidir fazer uma reunião fechada, seu irmão, Luis Ricardo, teria outras informações importantes a passar aos senadores. “Meu irmão não quer fazer denúncia, porque, pela forma como o Palácio agiu, qualquer informação que ele der, que porventura não se prove lá na frente, vão tentar colocar uma denunciação caluniosa”, justificou Miranda.

No fim de semana, o senador Randolfe Rodrigues afirmou que vai apresentar nesta segunda notícia-crime contra Bolsonaro por prevaricação. “Estamos diante do seguinte fato: um servidor público concursado e seu irmão, deputado federal, levam ao presidente da República a notícia de que tem um crime de corrupção em curso. O presidente da República informa que tem conhecimento do autor e que se trata do seu líder na Câmara dos Deputados. Mesmo comunicado, o presidente da República não toma nenhuma providência, não instaura inquérito, não pede investigação, nada”, disse Randolfe, em vídeo divulgado nas redes sociais.

Novos depoimentos


Nesta terça, a comissão ouvirá o deputado estadual Fausto Vieira dos Santos Junior, que é relator de uma CPI instalada no Amazonas para investigar crimes e omissões de autoridades durante a pandemia, especialmente em janeiro, quando a rede hospitalar entrou em colapso e dezenas de pessoas morreram por falta de oxigênio.

Na quarta (30), o empresário fujão Carlos Wizard finalmente prestará depoimento à CPI. Wizard é um apontado como um dos integrantes do chamado gabinete paralelo e ferrenho defensor do tratamento precoce da Covid-19 com medicamentos ineficazes contra a doença.  Os senadores querem desvendar quem está por trás dos negócios milionários fechados com a venda de cloroquina no país

Precisa


Outro depoimento quente será o do dono da Precisa, Francisco Maximiano. A empresa está no centro do esquema de corrupção de Bolsonaro. Segundo apurou reportagem do Estadão, os contratos da Precisa com o governo federal cresceram mais de 6.000% na administração Bolsonaro. Antes do contrato astronômico de R$ 1,6 bilhão, a empresa fechava negócios mais modestos: um deles custou à Saúde R$ 27,4 milhões, pagos na compra de preservativos femininos.

Ainda de acordo com o jornal, no atual governo, o empresário Maximiano também passou a ter acesso a ministérios, ao BNDES e à embaixada do Brasil na Índia. 

Com informações de Folha , Estadão e pt.org.br .