domingo, 8 de novembro de 2020
Adm. Cláudio Márcio. Candidato a vereador de Florianópolis pelo Partido dos Trabalhadores sob o Nro. 13 8 80. Propostas para a Política de Direitos
quinta-feira, 5 de novembro de 2020
Tecnologia: a alta tributação, sobre liquidação de negócio obsoleto, impede a inovação
Talvez mais importante seja a tributação ( ou pelos menos mais insidiosamente deletério por um período mais longo ). O sistema tributário adotado pelos Estados Unidos da América ( EUA ) e isto é importante para todas as empresas do mundo que negociam ações noa Bolsa de Valores de Nova Iorque ( NYSE - sigla em inglês ) nos últimos sessenta anos ou mais penaliza a pesquisa básica e a adaptação da pesquisa básica à tecnologia. Pior ainda: pela combinação do imposto sobre a renda de qualquer natureza de pessoa jurídica ( IRPJ ) com o imposto de ganhos de capital, o sistema favorece demais os ganhos imediatos e de curto prazo e faz os investimentos de longo prazo terem um futuro incerto pouco atraente e pouco recompensador.
Igualmente inimiga do investimento em pesquisa e inovação é a crescente carga da regulamentação aumentar os custos, mas porque ela gera incertezas. Tanto em relação ao meio ambiente quanto em relação a segurança ou novos medicamentos, a regulamentação torna o investimento em pesquisa irracional não apenas ao aumentar as chances contrárias à produção de resultados úteis pela pesquisa, como também ao transformar a pesquisa em um jogo desonesto.
As leis e regulamentações também tiram o foco da indústria da tecnologia, voltando-o na direção da criação de conglomerados financeiros. Sob as leis tributárias dos EUA ( leis que, neste formato, não existem em muitos países ), o produto da liquidação de um negócio obsoleto, de uma linha de produtos ou de uma tecnologia é considerado lucro e taxado como tal tanto da companhia quanto do investidor. Assim, em vez de as empresas liquidarem o obsoleto, elas precisam encontrar novos investimentos em novos negócios por qualquer dinheiro que esteja sendo liberado pela retração de uma tecnologia antiga, de uma linha de produtos ou de um mercado antigo. E isto, com efeito, impõe a formação de conglomerados nelas. Esta política torna cada vez mais difícil transferir os recursos de áreas com produtividade baixa e decrescente para áreas com produtividade alta e crescente, o que impede a inovação. Isto também transfere o foco da tecnologia para as finanças. Isto leva a gestão a se concentrar cada vez mais em encontrar o investimento financeiro correto. Outras informações podem ser obtidas no livro Rumo à nova economia, de autoria de Peter F. Drucker.
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Adm. Cláudio Márcio. Candidato a vereador de Florianópolis pelo Partido dos Trabalhadores sob o Nro. 13 8 80. Propostas para Assistência Social
quarta-feira, 4 de novembro de 2020
Tecnologia: as metas de retornos durante períodos inflacionários
A mentalidade e os valores da indústria ( mas também das autoridades governamentais preocupadas com políticas eficazes ) correm o perigo de se tornar hostis a necessidades, valores, objetivos e percepção da ciência. um motivo para isto é a crescente pressão, especialmente em um período inflacionário, para se produzirem resultados rapidamente. Um período inflacionário é aquele que, por definição, erode o destrói tanto o capital industrial quanto o capital político. Em um período inflacionário, o valor presente de resultados futuros fica sujeito à taxa de desconto excessivamente elevada da inflação, que, na verdade, significa que nenhum resultado a ser alcançado daqui a mais de um ano ou dois possua algum valor presente, seja este valor definido em termos econômicos ou em termos políticos. Não é, portanto, um período em que a indústria ou as autoridades possam assumir riscos.
Assim, a indústria e as autoridades governamentais se concentram nos períodos inflacionários em retornos pequenos, mas certos e imediatos; isto é, naquilo que pode ser calculado com alta probabilidade. A aplicação do verdadeiro conhecimento científico é, por definição, uma grande aposta, em que os retornos estão longe no futuro e, assim, excessivamente incertos, embora muito grandes em caso de sucesso. Em período inflacionário, o industrial ou a autoridade governamental é quase forçado na direção de retornos pequenos, porém rápidos, de muitos projetos pequenos e, por si sós, pouco importantes, que, em geral, exigem muito pouca ciência e que só podem ser prejudicados caso expostos a muita ciência. Outras informações podem ser obtidas no livro Rumo à nova economia, de autoria de Peter F. Drucker.
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terça-feira, 3 de novembro de 2020
Tecnologia: indústria versus ciência - um jogo, dois perdedores
Nos Estados Unidos da América ( EUA ), a ciência e a indústria costumavam desfrutar de uma relação de respeito mútuo baseada em uma convicção não explicada de que dependiam uma da outra. esta relação, embora distante, foi excepcionalmente produtiva tanto para a ciência quanto para a indústria.
A primeira mudança neste relacionamento tradicional nos EUA ocorreu após a Segunda Guerra Mundial. a pesquisa ficou em moda na indústria, assim como no governo. estes eram os anos em que o mercado de ações se valorizava para uma companhia dependendo de quanto ela gastava em pesquisa e em que um generoso centro de pesquisa parecido com os das universidades era considerado prova da competência da administração. De forma semelhante, nestes mesmos anos ( culminando no programa espacial da década de sessenta ) a ciência e a pesquisa cada vez mais eram vistas como marco de um programa de governo eficaz, bem planejado e devidamente progressista.
Durante os anos posteriores à guerra, a capacidade dos americanos em converter a ciência em aplicação industrial era considerada um evidente ponto forte tanto da ciência quanto da indústria dos EUA. Um tratado após outro destacava que os britânicos, por exemplo, eram equivalentes aos americanos em ciência. Mas eles não conseguiam converter as próprias realizações científicas ( em eletrônica, química de polímeros, computação, radares ou aviação ) em tecnologia, produtos e progresso econômico, como faziam os EUA.
Da forma semelhante, especialmente durante os anos Truman e Kennedy, a disposição, ou mesmo a ansiedade, dos políticos americanos e do governo executivo em aplicar a ciência ( tanto a exata quanto a humana ) ao estudo de problemas políticos e sociais e à concepção de programas políticos e sociais era vista, tanto interna quanto externamente, como uma grande realização característica dos EUA. A capacidade de inovação da sociedade americana era explicada em todo o mundo ( inclusive nos países sob sistema econômico capitalista do tipo comunista ) como resultante da sensibilidade dos cientistas americanos em relação às necessidades e oportunidades sociais e políticas, e aos valores e dinâmicas do processo político.
Em termos quantitativos, o relacionamento parece ser mais próximo do que nunca; e talvez ainda mais próximo na ciência da computação, na física nuclear e do estado sólido e na bioquímica. Pode-se argumentar que nada realmente mudou apesar de toda a conversa sobre a irrelevância da ciência ou sobre a maldade do imperialismo dos EUA verbalizada pelos críticos da Nova Esquerda, apesar do Vietnã, apesar da inflação, e assim por diante. Pode-se ainda afirmar que os desenvolvimentos altamente divulgados e altamente visíveis e os eventos de mídia 9 que geram manchetes ) são pouco mais do que espuma na superfície do oceano.
No entanto, ocorreu uma importante mudança, não nas realidades mensuráveis do relacionamento entre a ciência e os tomadores de decisão na indústria e no governo, mas no humor, nos valores e no significado do relacionamento. Atualmente existe desconfiança, desencantamento, até mesmo antipatia mútua e, pior, falta de interesse no outro em ambos os lados. Os cientistas americanos hoje, em grande número, tendem a suspeitar que o relacionamento tradicional era contaminado ou impuro. A indústria ainda declara honrar o relacionamento e respeitar a pesquisa. Mas suas atitudes não mais correspondem plenamente àquilo que ela declara. Quanto ao governo, existe agora uma forte tendência a julgar a ciência por aquilo que é politicamente conveniente ou que esteja na moda; isto é, de tentar subordinar a ciência, pura ou aplicada, a julgamentos de valor que são o oposto, e totalmente incompatíveis, com qualquer critério que pudesse ser chamado de científico.
Tanto na indústria quanto no governo, existe até mesmo uma dúvida crescente sobre se a ciência e a pesquisa levam efetivamente a resultados. Costuma-se argumentar que isto reflete o alongamento dos prazos resultantes da crescente complexidade e da especificação da pesquisa científica avançada de hoje. Mas não há evidências de que os prazos tivessem se alongado; o intervalo de tempo entre o conhecimento teórico e a primeira aplicação correspondentes aos mesmos sessenta ou setenta anos que têm sido até agora ( por exemplo, entre a teoria de Maxwell e a Westinghouse, entre a difração de raios X e o desenvolvimento do nylon e da polimerização por Carruthers, ou entre a mecânica quntica e os semicondutores ). O que está mudando não são os fatos, e sim a fé. Em ambos os lados, o clima está se tornando mais de distanciamento e talvez até mesmo de recriminação. Este é um clima perigoso, principalmente para a ciência e para os cientistas. Ambos os lados têm a perder, mas a ciência pode perder bem mais. Outras informações podem ser obtidas no livro Rumo à nova economia, de autoria de Peter F. Drucker.
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domingo, 1 de novembro de 2020
Previdência social: o fim da aposentadoria compulsória é o início de uma segunda carreira
O mais importante e o mais novo dos desafios propostos pela abolição da aposentadoria com idade fixa ( conhecida no Brasil como compulsória ou expulsória ) é a necessidade de uma segunda carreira para o trabalhador intelectual de meia-idade. Esta é uma necessidade a que os empregadores terão de atender.
Cada vez mais, a abolição da aposentadoria com idade fixa ( compulsória ) forçará os empregadores a desenvolver padrões de desempenho, competência e promoção para todos os empregados do conhecimento, independentemente da idade. Além disto, também será cada vez maior a pressão sobre os empregadores para a remoção do empregado e o início da meia-idade, isto é, empregados em torno de quarenta e cinco anos de idade que não sejam mais do que meramente competentes atuando nas funções de contador, diretor de treinamento, gerente de vendas, engenheiro ou professor assistente. Caso contrário, o empregador descobrirá que não conseguirá se livrar deste empregado. Se tentar fazê-lo, acabará se sentindo culpado por discriminar em função da idade, e não poderá mais dizer, como faz hoje, "Não tem problema; de qualquer forma, ele se aposentará em pouco anos". A única coisa que conseguirá fazer é colocar este empregado no início da meia-idade em outro cargo e em outra carreira.
O empregado também terá um forte incentivo para querer uma segunda carreira se não tiver mais garantida a aposentadoria automática com idade de sessenta ou sessenta e cinco anos. Assim, a perspectiva de permanecer no mesmo lugar e no mesmo trabalho por mais duas ou três décadas se tornará um pesadelo para as pessoas de meia-idade que se encontram em um trabalho sem futuro ou sufocante.
Até a Lei da Reforma das Pensões ( que ocorreu nos Estados Unidos da América - EUA ) em mil novecentos e setenta e quatro, estas pessoas raramente saíam, a menos que fossem demitidas. Elas perdiam muitos direitos de pensão. Agora que as pensões são legalmente garantidas após dez anos de serviço, há muito mais mobilidade neste grupo. Sem a aposentadoria em idade fixa ( compulsória ), este grupo é obrigado a ter e a exigir uma mobilidade ainda maior ( acima de tudo, esforços organizados para lhes dar uma segunda carreira ). O contador que, após vinte anos, esteja muito cansado do trabalho em uma companhia siderúrgica está preparado para um emprego de administrador em um hospital da comunidade. O consultor assistente em uma companhia ou uma prefeitura que não quer mais ser consultor geral está pronto para uma parceria com um escritório de advocacia de porte médio. O professor assistente que tem ensinado Introdução ao japonês por vinte anos e que nunca escreverá um livro acadêmico está pronto para trabalhar na ligação entre uma companhia japonesa e sua parceira ocidental em uma joint venture; e assim por diante.
A colocação sistemática em uma segunda carreira é lugar-comum em empresas profissionais e de consultoria ( consultores de administração, engenheiros consultores, empresas de advocacia e empresas de contabilidade ). Um dos principais recrutadores do país para colocação de executivos, especializado em encontrar pessoal técnico e científico, insiste, há bastante tempo, com as companhias para as quais recruta que lhe confiem a tarefa de recolocação de seu próprio pessoal técnico e científico em segundas carreiras. É sabido, através destas experiências, que, em poucos anos, os potenciais empregadores percebem que estas pessoas que buscam uma segunda carreira não são fracassadas ou desajustadas. Também é sabido que é preciso haver um esforço organizado por parte do empregador para colocar o empregado de meia-idade em uma segunda carreira. De fato, é sabido que o mais inteligente é encontrar algumas oportunidades possíveis de emprego para estas pessoas antes de lhes dizer que sairão.
Bem mais importante é o fato de que a abolição da aposentadoria em idade fixa ( compulsória ) tornará a mudança para uma segunda carreira rotineira e comum. Um bom número de pessoas terá múltiplos planos de carreira para escolher. Isto porque um número crescente de pessoas mudará de carreira em torno dos quarenta anos de idade e, mais uma vez, quando alcançar entre sessenta e setenta anos - e esta mudança será para um emprego em tempo parcial.
Concluindo: a aposentadoria flexível será a questão social central na próxima década. Ela desempenhará o papel assumido pelo emprego de minorias nos anos sessenta e pelos direitos da mulher nos anos setenta. No entanto, os empregadores, sindicatos trabalhistas e autoridades do governo não estão prestando mais atenção à aposentadoria flexível do que prestavam aos direitos das minorias na década de quarenta e aos direitos da mulher nos anos cinquenta. Esta negligência será onerosa e perigosa. As demandas que surgirão pelo abandono da aposentadoria em idade fixa ( compulsória ) ( e também as oportunidades geradas ) merecem constar no alto das prioridades. São demandas decorrentes de um grande sucesso.
Isto porque a ampliação da expectativa de vida é a maior realização do século vinte. A demanda ora proposta por Peter Ferdinand Drucker é comparativamente fácil de satisfazer. Porém, o momento para enfrentá-la é agora; daqui a uma década, ela poderá se tornar um problema. Outras informações podem ser obtidas no livro Rumo à nova economia, de autoria de Peter F. Drucker.
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Adm Cláudio Márcio. Candidato a vereador de Florianópolis pelo Partido dos Trabalhadores sob o Nro. 13 8 80. Propostas para a Economia Solidária
1. Criação do Conselho Municipal de Economia Solidária;

