terça-feira, 20 de julho de 2021

Inflação: IPCA encerra acima do previsão. 6,31% contra 6,11%, segundo boletim

Pela décima-quinta semana consecutiva, os analistas do mercado financeiro recalculam a inflação. Segundo o Boletim Focus divulgado pelo Banco Central nesta segunda-feira (190, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a inflação oficial do país, deve encerrar o ano em 6,31%, contra a previsão de 6,11% da semana passada.

Inflação fora de controle


A perspectiva do mercado financeiro é mais alta que a do Ministério da Economia. Na semana passada, o governo estimou que o IPCA encerre o ano em 5,9%, admitindo pela primeira vez que a inflação deve estourar o teto estipulado pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) no ano, de 3,75%, com margem de tolerância até 5,25%. Em junho, o IPCA acumulou alta de 3,77% no ano e de 8,35% em 12 meses.

A inflação está mais acelerada do que a estimativa do próprio mercado, que há um mês via o índice de 5,9%, a estimativa atual do governo. Fortes altas em alimentos no fim de 2020, pressão dos combustíveis no primeiro trimestre e da energia elétrica no segundo subiram os preços para o consumidor.

O Banco Central afirmou em 24 de junho que a chance de o IPCA superar o teto da meta de 5,25% para este ano passou de 41% para 74%. Caso a meta não seja cumprida, o BC deverá escrever uma carta pública justificando os motivos.

Embora de forma mais lenta, o preço dos alimentos continua subindo, assim como a energia elétrica, que teve reajuste de 52% na tarifa em julho e deve influenciar no IPCA deste mês, a ser divulgado no início de agosto.

A pressão da inflação, segundo os economistas e agentes financeiros consultados, deve resultar em uma taxa de juros mais alta, a 6,75% no ano. Na semana passada, a mediana indicava a Selic a 6,63%. Hoje, a taxa Selic está em 4,25% ao ano. Na última reunião do Comitê de Política Monetário (Copom), em 16 de junho, a taxa subiu 0,75 ponto percentual, encarecendo o crédito.

Para o mercado financeiro, a expectativa é que a Selic encerre 2021 em 6,75% ao ano. Para o fim de 2022, a estimativa é que a taxa básica suba para 7% ao ano. E tanto para 2023 como para 2024, a previsão é 6,50% ao ano.

Deputado federal Elvino Bohn Gass, líder do PT na Câmara. Foto: Reprodução

Bohn Gass: “Brasil virou uma farra para especuladores e agiotas”

“Tudo está custando o ‘olho da cara’. Voltamos aos tempos das remarcações diárias: arroz, feijão, carne, ovos, frango, leite, óleo sobem todos os dias. Eles consomem quase 60% do salário mínimo. Um botijão de gás de cozinha já custa R$ 120,00”, criticou o senador Paulo Paim (PT-RS) em postagem no Twitter neste domingo (18).

Na véspera, o senador Rogério Carvalho (PT-SE) também se manifestara no Twitter. “Com desemprego recorde no país, a volta da fome, da miséria, inflação, disparada nos preços das carnes, cesta básica, gás de cozinha e gasolina, o núcleo familiar do presidente segue levando vantagens às custas do povo brasileiro”, afirmou.

Nesta segunda, foi a vez do senador Paulo Rocha (PT-PA): “Será que o pobre sobrevive até o fim do mandato desse genocida?”, escreveu em postagem no Instagram, sobre o card com aspas: “A economia foi por água abaixo nas mãos de Bolsonaro. O feijão aumentou 69%. O arroz 61%. A carne 25%. Não tem outra saída: #impeachment já”.

Em artigo publicado na revista Focus Brasil, o líder do PT na Câmara dos Deputados, Elvino Bohn Gass (RS), afirmou que a política econômica elitista de Bolsonaro e do ministro Paulo Guedes (Economia), levou à corrosão dos salários num momento em que há mais de 40 milhões de desempregados e subempregados no País.

“O Brasil do governo militar conduzido por Bolsonaro virou uma farra para especuladores e agiotas que ganham dinheiro à custa dos trabalhadores e da classe média”, descreveu Bohn Gass. “Há um quadro desolador enfrentado por quem vai a supermercados e tem que comprar um bujão de gás ou colocar gasolina no carro. O dinheiro está cada vez mais curto.”

Para o líder, a única coisa que sobe no atual governo é a inflação e os preços dos alimentos e itens de primeira necessidade. “Resultado da política econômica ultraliberal pinochetista é a volta da fome ao País: 126 milhões de brasileiros hoje não se alimentam adequadamente. Um quadro oposto ao que era nos governos do PT”, afirma Bohn Gass, que pede impeachment de Bolsonaro Já: “Chega! Bolsonaro é doença, morte, desemprego, fome. Fora, Bolsonaro”.

Com informações de pt.org.br .

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