terça-feira, 20 de junho de 2023

Emergência em saúde: Decreto do governo de SC amplia efeito a todas as regiões de SC

Quase três meses após decretar situação de emergência em seis hospitais públicos da Grande Florianópolis ( Capital do Estado de Santa Catarina - SC ), o governo do Estado de SC decidiu ampliar o estado emergencial para toda a rede hospitalar catarinense. O decreto foi publicado na última sexta-feira ( Dezesseis de junho de Dois mil e vinte e três ) e passa a englobar hospitais de todas as regiões que apresentem situações como infraestrutura inadequada, instalações em risco, insuficiência de equipamentos ou profissionais.


Hospital Infantil Joana de Gusmão, Florianópolis, SC ( Foto : Marco Favero / Secom )

No decreto que atestou atestado de emergência em hospitais da Grande Florianópolis, o foco era combater problemas estruturais enfrentados nos edifícios das instituições de saúde, como rachaduras, defeitos em instalações elétricas, prediais e de climatização. Embora mirasse os reparos nessas áreas, o documento também visava a agilizar obras de ampliação, a construção de novas emergências no Hospital Infantil Joana de Gusmão ( HIJG ) e no Hospital Regional de São José ( HRSJ ), além da criação de novos leitos de Unidade de Terapia Intensiva ( UTI ) nessas unidades.

Segundo o governo do Estado de SC, essas medidas continuarão em andamento com o novo documento. O prazo indicado em março era de Cento e oitenta dias.

O novo decreto que estende o estado de emergência aos demais hospitais do Estado ocorre pela preocupação com a alta ocupação de leitos de UTI, causada pela grande quantidade de casos de síndromes respiratórias e de dengue. O alerta se justifica pelos números.

Até esta segunda-feira ( Dezenove de junho de Dois mil e vinte e três ), o painel de leitos do governo de SC apontava taxa de ocupação média de Noventa e três por cento nas vagas de UTI do Estado. Em duas macrorregiões, a Foz do Rio Itajaí e a Grande Oeste, os hospitais tinham Cem por cento das UTIs ocupadas, sem espaços disponíveis para novos pacientes.

Na prática, o documento deve permitir mais agilidade ao Estado na contratação de profissionais e serviços, abertura de novos leitos, compra de equipamentos, itens de reparo e obras de ampliação caso essas ações sejam necessárias para atender à demanda crescente de pacientes. O Estado não detalhou quais medidas e que regiões devem ser contempladas neste momento.

Segundo a Secretaria de Estado da Saúde ( SES ), não há um valor específico destinado pelo Estado às ações necessárias para ampliação do atendimento. Os recursos vão depender das necessidades dos hospitais e virão do orçamento geral da saúde ( OGS ). A gestão dessas decisões deve ser centralizada pelo governo estadual.

Entre o fim de maio e início de junho de Dois mil e vinte d três, o governo de SC já havia divulgado a abertura de Cento e quarenta e quatro novos leitos em hospitais de diferentes regiões do Estado.

Hospitais de SC tinham média de Noventa e três por cento de ocupação de leitos de UTI nesta segunda-feira ( Dezenove de junho de Dois mil e vinte e três ) ( Foto : Reprodução )

Agilidade e segurança para ampliar vagas

A Secretária da SES, Carmen Emília Bonfá Zanotto ( do partido Cidadania ) , alerta que os casos de síndromes respiratórias devem se intensificar nos próximos dias em função do inverno rigoroso em SC, o que exige atenção.

— O decreto traz também a questão das doenças respiratórias que estamos vivendo. Essa emergência sanitária procura dar mais segurança às ações que precisam e estão sendo desenvolvidas para garantirmos a ampliação em especial de leitos de UTI adultos, neonatais e pediátricos, tendo em vista que em alguns períodos do mês a gente está com superlotações nestas áreas — explica Carmen.

O presidente do Conselho de Secretarias Municipais de Saúde de Santa Catarina ( COSEMS ), Daisson Trevisol, explica que a ocupação de UTIs é historicamente alta no Estado nos meses de maio e junho, quando há o aumento do frio e de doenças respiratórias. Neste ano, o número de casos de dengue em regiões como o Norte de SC e a Grande Florianópolis também teria contribuído para a lotação de leitos de terapia intensiva.

Ele afirma que o novo decreto deve buscar acelerar ações como contratações e compras necessárias para a abertura de novas vagas, que no setor público costumam ser um pouco mais demoradas.

— A preocupação principal da secretaria parece ser agilizar esse processo e tentar abrir mais leitos, credenciar outros hospitais e fazer aquilo que é necessário para garantir os atendimentos — avalia.

Com informações de:

Jean Laurindo ( jean.laurindo@nsc.com.br ) . 

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