segunda-feira, 7 de março de 2022

Sucessão presidencial: ex-presidente acompanha pessoalmente coligações em SC

A adesão do ex-presidente da Assembleia Legislativa do Estado de Santa Catarina ( SC ) ( ALESC ), Gelson Merísio e a expectativa pela chegada de novas lideranças ao projeto da chamada “frente democrática”, que reúne partidos de centro-esquerda, colocou a formação da chapa que concorrerá ao governo de SC na mira do ex-presidente Lula ( do Partido dos Trabalhadores - PT ). Entusiasmado com o resultado das costuras que vêm sendo feitas por Décio Lima ( presidente estadual do PT ), Lula quer acompanhar de perto as negociações em SC.

Décio Lima com Lula
Décio Lima com Lula (Foto: Divulgação)



Santa Catarina era vista pelo PT como um território difícil, diante do amplo apoio ao presidente Jair Bolsonaro ( do Partido Liberal - PL). Mas a adesão de oito partidos à frente democrática mudou o cenário internamente. A chegada de lideranças vindas de campos de atuação até então distantes da esquerda consolidou esta percepção.

Além de Merísio, que já se reuniu com Lula recentemente em uma conversa que durou mais de duas horas, e que animou o ex-presidente quanto às perspectivas em SC, nomes como o senador Dario Berger ( do Movimento Democrático Brasileiro - MDB ), Mauro Mariani ( MDB ) e Jorge Boeira devem aderir à frente democrática com a provável troca de partido. Berger e Mariani estiveram em um encontro com o ex-governador de São Paulo ( SP ) Geraldo Alkmin, provável vice na chapa de Lula, durante o feriado de Carnaval.


No momento, são oito legendas na coalisão de centro-esquerda catarinense – PT, Partido Democrático Trabalhista ( PDT ), partido Socialista Brasileiro ( PSB ), Partido Socialismo e Liberdade ( PSOL ), Partido Verde ( PV ), Partido Comunista do Brasil ( PCdoB ), Rede Sustentabilidade ( REDE ) e Solidariedade ( SDD ). O grupo tem o compromisso de unir esforços na candidatura ao governo estadual, mas liberdade para atuar em palanques diferentes quando o assunto é presidência da República. O PDT trabalhará para Ciro Gomes, mas estará junto com os demais partidos na construção local.

Na última sexta-feira ( quatro de março de dois mil e vinte e dois ), Lima recebeu na sede do PT em Florianópolis lideranças do PSOL e REDE. Do encontro, saiu a decisão de lançar o nome do vereador de Florianópolis, Afrânio Boppré, para concorrer ao Senado, e o apoio das duas legendas à pré-candidatura de Décio ao Governo do Estado.


Lima é o pré-candidato da frente democrática. Além de conduzir as negociações, o entendimento dos partidos que compõem as negociações é de que a votação que fez em dois mil e dezoito, quando alcançou doze por cento dos votos para o Governo do Estado em meio ao momento mais agudo do antipetismo, daria a Lima condições para subir a partir deste patamar e chances de alcançar espaço no segundo turno. Mas a questão ainda está aberta e há possibilidade de mudanças nas candidaturas, o que deverá ser avaliado com a chegada de novas lideranças.


Com informações de:


Dagmara Spautz, do jornal Diário Catarinense ( DC ) .

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