terça-feira, 19 de setembro de 2023

Atentados à democracia: assessor de Bolsonaro recorre á Justiça para não depor na CPMI do Golpe

A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito ( CPMI ) do Golpe agendou para esta terça - feira ( Dezenove de setembro de Dois mil e vinte e três ) o depoimento do tenente do Exército Osmar Crivelatti, ex - integrante da Ajudância de Ordens da Presidência da República ( PR ) e, atualmente, um dos assessores do ex - Presidente da República ( PR ) Jair Messias Bolsonaro ( do Partido Liberal - PL ).

Crivelatti: pelo jeito, mais um bolsonarista fujão
 

No entanto, o depoimento pode não ocorrer, uma vez que o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal ( STF ), concedeu liminar que autoriza o Crivelatti a não comparecer à audiência.

Relatora da CPMI, a senadora Eliziane Gama ( do Partido Social Democrático do Estado do maranhão - PSD - MA ) lamentou a decisão do ministro, classificando - a de “ indevida interferência de Poder sobre outro ”. Na semana passada, o ministro Nunes Marques tomou decisão semelhante que beneficiou a ex - secretária de Inteligência do Distrito Federal - DF, Marina Alencar.

Ao convocar Crivelatti, deputados e senadores pretendiam aprofundar as investigações sobre os vários crimes cometidos por Bolsonaro com o apoio de sua Ajudância de Ordens, como a venda ilegal de joias, a fraude das vacinas, a campanha para desacreditar o sistema eleitoral e a produção de documentos que justificassem um golpe de Estado, entre outros.

Para o senador Rogério Carvalho ( do Partido dos Trabalhadores do Estado do Ceará - PT - SE ), um dos autores do requerimento para a oitiva do militar, “ a Ajudância de Ordens, comandada pelo Tenente - Coronel Mauro Cid, teve papel central na tentativa de deslegitimação dos resultados das eleições ” .

Segundo Carvalho, ouvir o assessor de Bolsonaro seria uma “ oportunidade para ter mais informações sobre as operações ilícitas de venda de joias e de venda de patrimônio público que Bolsonaro cometeu através dos seus assessores ” .

Homem de confiança de Villas - Bôas e Bolsonaro


Na Ajudância de Ordens, Crivelatti era subordinado a Mauro Cid, que comandou o órgão da PR durante os quatro anos de governo Bolsonaro e, recentemente, fechou com o Departamento da Polícia Federal ( DPF ) um acordo de delação premiada, comprometendo - se a revelar todas as tramoias que ajudou Bolsonaro.

Após Bolsonaro perder as eleições de Dois mil e vinte e dois, Crivelatti foi o responsável por preparar a chegada de seu chefe aos Estados Unidos da América ( EUA ). Com o fim do mandato do ex - capitão, Crivelatti se tornou um dos assessores a que Bolsonaro tem direito como Bolsonaro. 

Em agosto de Dois mil e vinte e três, foi um dos alvos da operação do DPF que investiga o escândalo das joias. Não foi preso, mas policiais cumpriram mandados de busca e apreensão em sua casa. 

Segundo o Site Gê Um, Crivelatti se tornou um dos ajudantes de ordens de Bolsonaro por indicação do ex - comandante do Exército Villas - Bôas Corrêa, responsável pelo famigerado tuíte que buscava intimidar o STF na véspera de um julgamento que poderia tirar Lula da prisão injusta. Ao tomar posse, Bolsonaro disse, publicamente, que considerava o general o grande responsável por sua eleição. 

Em Dois mil e quinze, Corrêa criou um cargo novo no Exército: o de adjunto de comando, uma espécie de assessor direto do comandante, a ser exercido, vejam a ironia, por oficial “ que possui destacada liderança, reconhecida competência e perfeita conduta pessoal ” . Crivelatti foi o primeiro praça a ocupar o cargo, tornando-se assessor de Corrêa.

Com informações da:

Agência PT de Notícias / PT no Senado

Nenhum comentário:

Postar um comentário